quinta-feira, 12 de março de 2009

Smart Fortwo - Anúncio



"Novo" anúncio do carro Smart Fortwo. Um belo exemplo de como transformar, através de um anúncio, uma desvantagem do produto em uma grande vantagem.

segunda-feira, 9 de março de 2009

História da Publicidade em Portugal


Em termos de actividade publicitária em Portugal, é possível distinguir 5 grandes fases.

1ª Fase – os primeiros passos

Em Portugal, a exemplo do que aconteceu nos outros países, a publicidade teve, durante séculos, um pendor marcadamente oral. Na fase correspondente aos anos 20 e 30, antes do aparecimento da rádio, os suportes da publicidade eram maioritariamente a imprensa escrita.
A publicidade, tal como a entendemos hoje, dá os seus primeiros passos em Portugal em 1927, com o aparecimento da agência Hora.

2ª Fase – O apogeu da rádio

Os anos 40 e 50, até ao aparecimento da televisão, caracterizam-se pela ascendência das empresas APA (especialistas em publicidade na rádio e forte em criatividade).
Na publicidade gráfica, o cartaz publicitário e os jornais foram os principais meios de publicidade até à década de 50, altura em que a publicidade radiofónica ganha grande protagonismo. Nos anos 40 surgiram os primeiros jingles publicitários.
Nos seus anos de ouro, a publicidade radiofónica promoveu produtos como o pó de arroz, dentífricos, batons, chocolates ou produtos para o cabelo, numa época em que as pessoas ouviam programas de rádio como actualmente assistem aos programas de televisão: sentados no sofá, a ouvir atentamente.
Até aos anos 50, a actividade publicitária em Portugal ressentiu-se com a falta de dinamismo dos grupos económicos que, beneficiados com a política de proteccionismo estatal de Salazar pouco ou nada faziam no sentido de desenvolver políticas comercias agressivas.
É a partir da década de 50 que se dá a entrada de grandes multinacionais como a Colgate e Nestlé dotadas de “savoir-faire” e de estruturas em tudo superiores aos das empresas nacionais. Estas multinacionais estrangeiras viriam transformar por completo o mercado publicitário português, não somente por um acréscimo significativo no investimento na publicidade, mas também pelo carácter pedagógico e informativo do consumidor.

3ª Fase. O advento da publicidade

Com o aparecimento da televisão, em 1957, a publicidade ganhou um novo impulso. As primeiras campanhas televisivas tinham o objectivo claro de modificar os hábitos de consumo dos portugueses.O aparecimento das multinacionais e o aumento da competitividade do mercado é acompanhado por um aumento de estudos do mercado como forma de melhor diagnosticar as necessidades dos consumidores. O grande trunfo de marketing das grandes empresas eram, ainda, as campanhas promocionais e as informações recolhidas baseavam-se em resultados de degustação.
As alterações do mercado publicitário passam por uma mudança na filosofia de gestão das empresas, nomeadamente em termos de marketing. Assim as actividades promocionais deixaram de ser o suporte de vendas dos produtos, passando a existir a preocupação de atribuir às marcas um valor e uma garantia de qualidade que pudesse garantir a preferência junto dos consumidores.

4ª Fase – Os anos de travessia do deserto

Este desenvolvimento do mercado publicitário seria, no entanto, posto em causa quando, no período pós – revolução de 1974 as empresas passaram a não ter orçamento para actividades publicitárias, deixando praticamente de existir a publicidade porque os grandes anunciantes deixaram de investir. Uma parte significativa das empresas foi nacionalizada, ao mesmo tempo que assistimos a uma desvalorização da publicidade enquanto actividade profissional.



5ª Fase – Os anos de ouro da publicidade

Nos anos 80 (séc. XX) com a entrada de Portugal na CEE e o consequente desaparecimento das barreiras alfandegárias, permitiu a livre circulação de pessoas e bens. As empresas tiveram consciência de que era necessário introduzir no mercado novos produtos capazes de satisfazer um consumidor cada vez mais exigente (tal como acontece nos dias que correm). Por outro lado, com a crescente globalização dos mercados, as empresas nacionais sentiram necessidade de se expandirem para outros mercados. Os anos de ouro da publicidade caracterizam-se pelo crescimento dos investimentos públicos. A evolução fez-se também sentir ao nível do conteúdo das mensagens publicitárias e da qualidade da produção. A publicidade já não tinha uma função meramente informativa e pedagógica, procurava antes uma componente lúcida e novas abordagens mais criativas e inovadoras.
No final dos anos 90, os novos canais televisivos e o aparecimento da TV por cabo e satélite revolucionaram por completo o mercado da publicidade. Na realidade, perante o “bombardeamento” constante de mensagens publicitárias tenta-se, por todos os meios, prender a atenção dos seus públicos, cada vez mais exigentes, esclarecidos e infiéis, através da inovação das técnicas e conteúdos publicitários.

História da Publicidade


É impossível precisar quando se começou a usar meios publicitários para facilitar a venda de artigos privados, sendo também impossível ter uma ideia de quantos anúncios foram feitos no mundo da publicidade.
Vivemos rodeados de anúncios mas a sua omnipresença é tal que deixamos de reparar neles.
A publicidade pode dar-nos uma perspectiva privilegiada sobre a evolução, ao longo dos séculos, de gostos e valores, o jogo constante entre o que muda e o que permanece, as relações entre a identidade nacional e as imagens do estrangeiro. O que a torna tão interessante é a sua capacidade de misturar aquilo que costuma andar separado.

Inicialmente, a publicidade tinha como objectivo tornar público, através da divulgação, uma marca, um produto ou um serviço. Contudo nos dias de hoje ela assume um papel privilegiado quer na actividade económica, quer no dia-a-dia. Esta procura atingir alvos delimitados e identificados brincando com as emoções, anseios, necessidades e preconceitos, tentando assim gerar diversos comportamentos face a certas marcas e/ou produtos.

(...)

Mas é devido à revolução industrial, ocorrida durante o século XVIII, que se inicia o capitalismo e a revolução em massa, iniciando assim no século XIX um período de câmbio sem precedentes. O aumento da compra e venda, a diversificação e crescimento de produtos provoca a necessidade de uma fórmula válida para dar a conhecer o produto e /ou marca. (é nesta vaga que surgem grandes grupos mediáticos como os Pulizer ou os Hearst). Apesar disso, o primeiro ano em que o termo “agência publicitária” foi usado, data de 1842 quando Volney B. Palmer criou a sua agência em Filadélfia. Considerada como o nascimento da publicidade moderna, esta data marca o início de uma indústria.

Ao longo dos anos, esta mesma publicidade tem criado mais de mil e uma maneiras de ligar o consumidor a uma marca – através do humor ou afeição, prosa ou poesia, informação ou apelo.
Esta sempre interagiu com os media, em parte porque tanto a publicidade como o marketing nasceram enquanto profissão quando os jornais anunciaram a venda de espaço para anúncios publicitários. Se olharmos para trás no tempo iremos ver que a publicidade e os media sempre se mantiveram juntos, numa relação de cumplicidade e competitividade.
Por isso resta sempre aquela questão que hoje em dia todos nos perguntamos: “Tudo é publicidade?”


Os pioneiros. 1842-1920

Os primeiros criadores da publicidade foram primeiramente pessoas pioneiras na ideia de que a revolução industrial poderia trazer o consumismo em massa através da comunicação em massa. Nos Estados Unidos duas pessoas tiveram um grande impacto na formação da publicidade como profissão: George P. Rowell e Francis W. Ayer.
No espaço de uma geração, as bases para uma profissão na área da publicidade tinham sido lançadas e tiveram um contributo positivo tanto na economia dos EUA como na Europa. Deste modo o consumo entrou em jogo e comprar espaços publicitários em jornais e revistas era agora obrigatório. Durante todos estes anos o mundo mudou a “olhos vistos”.

Tempo de testes. 1921-1940

Este foi um tempo terrível em que a guerra foi seguida por outra guerra e onde se instalou a grande depressão que abalou a economia de todos os países ocidentais. Nos EUA o crash da bolsa levou a uma subida fulminante da inflação afectando mais uma vez os países ocidentais onde tempos depois se faziam sentir os efeitos da 2ª Guerra Mundial.
A publicidade subiu mas temporariamente. Ela teve que se adaptar dando uma grande reviravolta. As emoções já tinham lugar, surgindo simples textos onde eram apenas referidos os preços, sem qualquer apelo ou afectividade. A criatividade já não era valorizada e passou a dar lugar a uma grande competitividade, onde as promoções eram o apelo ao consumo. A sofisticação estética atingida nos anos 20 fora agora questionada. Apesar de todas estas dificuldades, este foi um tempo marcado por uma grande invenção: o Rádio.
Este foi também o tempo da segunda revolução industrial. As civilizações ocidentais puderam apreciar o jazz, o cinema e os cartoons. Estava a nascer uma nova forma de vida e foram alcançados incríveis progressos que ainda hoje nos proporcionam uma boa vida.

Tempos Modernos.1941-1960

Este foi o tempo dos primeiros: o primeiro computador (1943) e o primeiro satélite espacial (1957). Foi uma era de invenções que revolucionaram a vida do dia-a-dia. O transmissor, o plástico, as meias de nylon. Havia a ordem de compensar o tempo perdido e consumir sem restrições, usando e abusando dos novos ícones da modernidade: a máquina de lavar, o frigorifico, o carro.
Modernidade significa também televisão. A indústria da publicidade começou a utilizar técnicas bastante modernas. Foi nesta altura que a publicidade estabeleceu o seu lugar, provando ser efectiva particularmente na introdução de novos produtos e serviços.

Geração da Publicidade. 1961-1980

Mais do que qualquer outra, esta foi considerada a Era da juventude. Os “baby-boomers” nascidos a seguir à 2ª Guerra Mundial, inventaram a ideia de juventude e fizeram dela o seu lema.
Esta geração foi uma geração de não-conformistas e individualistas, levado ao extremo. Eles questionaram a noção de vida privada, as questões da contracepção, do amor e as relações amorosas estavam agora abertas ao assunto público, ao debate.
Esta foi uma geração criada com a televisão. Eles instintivamente sabiam tudo sobre imagens: como as construir, como as usar e como as converter. Esta foi a geração da publicidade.

Novas Fronteiras. 1981-2009

O mundo tornou-se mais aberto e isso foi importante. As comunicações acompanhavam o passo da mudança. Muitas marcas ganharam uma dimensão global e adquiriram publicitários e agências publicitárias, onde procuravam a interligação das campanhas nacionais com a coerência das estratégias internacionais. Grandes ícones culturais emergiram das cinzas e tornaram-se mundialmente conhecidos. Desde a música à cozinha tudo se tornou “mundo”.
Esta é a Era da globalização. Todas as inovações ao nível dos canais de comunicação trouxeram uma grande escolha individual.As imagens, os telefones e os computadores contribuíram para uma explosão na maneira como podemos aceder à informação. Nós podemos mandar mensagens, fotografias e filmar com o telemóvel e até consultar o nosso e-mail. Estava assim em marcha a maior revolução pela qual a comunicação já passou.
Agora no início do novo milénio, o indivíduo está no centro de uma expansão na comunicação.